"Theatro Musical Brazileiro" no CCBB Brasília
Da Assessoria de Imprensa do CCBB DF
De uma pesquisa minuciosa realizada pelo diretor Luis Antônio Martinez Corrêa (1950 - 1987), junto com a atriz e cantora Annabel Albernaz e com o músico pianista Marshall Netherland, nasceu o musical antológico "Theatro Musical Brazileiro - Partes I (1860/1914) e II (1914/1945)". O primeiro espetáculo rendeu para Martinez – um precursor dos musicais brasileiros – o prêmio Mambembe de melhor diretor em 1985. Pelas mãos de Bibi Ferreira essa montagem retornou aos palcos do Rio de Janeiro em 2009 com grande sucesso e, fica até o dia 24 de janeiro de 2010 chega a Brasília, abrindo uma nova temporada no Centro Cultural do Banco do Brasil.
"Theatro Musical Brazileiro - Partes I (1860/1914)" leva a assinatura de Marcelo Alonso Neves, na direção musical, e Fábio Pilar (direção geral), o que garantiu fidelidade a remontagem. Este último trabalhou com Luis Martinez durante seis anos como ator e diretor artístico na primeira montagem. "É prazeroso dirigir um espetáculo que resgatou antológicos, mas ainda contemporâneos, números musicais dos gêneros que predominaram no teatro brasileiro na virada do século XIX", afirma emocionado.
Os números musicais de revistas, burletas e comédias musicais revelam quase um século de teatro (1860-1945) e foram construídos a partir de libretos e partituras de revistas e comédias musicais deste período de ouro dos musicais.
No palco, os atores-cantores Jorge Luís Cardoso, Édio Nunes, Luiz Niucolau, Renata Celidonio, Helga Nemeczyk e Mona Vilardo se alternam em meio a cenários da época, criados por Analu Prestes, e por intermédio de seus personagens e ricos figurinos, assinados Kalma Murtinho, apresentam diversos ritmos – quadrilhas, opereta, valsa, mazurca e tango – em números cono: Os Caprichos do Diabo e Fandanguassu, de Carlos Bethencourt e Luiz Moreira, A Filha de Maria Angu (recriação brejeira de La Fille de Madame Angot, de Charles Lecocq) e Tango do Malandrismo, de Artur Azevedo,
O roteiro inclui sátira social - como uma cena em torno do jogo do bicho - e números românticos, com pitadas de ingenuidade e picardia. Mas o principal ingrediente da montagem é a brasilidade que se revela por trás do painel teatral.
O musical relembra um período de glória do gênero, nas décadas de 50 e 60, uma montagem genuinamente brasileira em meio ao ressurgimento do teatro de entretenimento com a proliferação de adaptações da Broadway.
"A contribuição de Luiz Antônio para o teatro musical brasileiro é exponencial. Se hoje temos esta qualidade de espetáculos, devemos ao olhar visionário dele. Esse espetáculo é uma forma de homenageá-lo e relembrar seu trabalho de forma prática e sem nos afastar do seu intento original", afirma Claudia Vigonne, responsável pela produção.
Essa homenagem a Martinez, que marcou as comemorações pelos 20 anos do CCBB do Rio de Janeiro, emocionou familiares do diretor teatral "Essa homenagem fez a viagem de volta aos melhores momentos destacados pelo Prêmio Mambembe que muito bem entregou-o como "O dístico Oswaldiano: Amor e Humor", daí o imenso sucesso. Meu irmão é imortal tal quais suas pesquisas que gravaram-se nos palcos e nas interpretações de tantos artistas", diz Maria Helena Martinez Corrêa de Carmargo.
Serviço:
"Theatro Musical Brazileiro - Parte I (1860/1914)"
Centro Cultural do Banco do Brasil de Brasília
End.: SCES, Trecho 02, lote 22
Data: Até 24 de janeiro de 2010
Horários: De quinta a sábado, às 21h, domingo às 19h e 30min
Entrada: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)
Tel.: (61) 3310-7087
www.ccbb.com.br/cultura
www.goldenlight.biz
- Museu Afro Brasil comemora o aniversário de SP
- Palácio da Aclamação apresenta a exposição “Faustus"
- Exposição “Dez anos do Núcleo Contemporâneo” no MAM-SP
- Mostra de Iá Oberlaender na BNB
- Espetáculo infantil "Charlie e Lola" chega ao Rio
- Peça João e Maria faz temporada no Cacilda Becker
- Fotografias de Caio Reisewitz no Rio
- Sesc Pompeia abre programação com Nana Caymmi
- Exposição “Goeldi – Luz Noturna” em Brasília
- “Os Suburbanos” estreia em São Paulo










